domingo, 25 de abril de 2010

Hummmm ;)

Já vos aconteceu sentirem um arrepio pelo corpo todo ao depararem-se com uma situação que vos lembra algo vivido no passado?

Na verdade acontece-me várias vezes... E hoje senti de novo esse arrepio, ao confrontar-me com algo que me fez lembrar um episódio passado... Foi uma sensação estranha, mas muito boa...um "regresso" ao passado, ainda que em pensamentos, mas que me deixa de sorriso ténue nos lábios e de brilhozinho nos olhos...por se tratar de uma recordação tão feliz e que me deixa tanta saudade =) Dá vontade de recuar no tempo e de reviver por inteiro aquele bom momento...
Na impossibilidade de o voltar a viver, fecho os olhos e fico a sonhar...
E sonhando me despeço, até à próxima!
C.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Parabéns minha querida amiga =)


A minha amiga D. deu hoje à luz o seu primeiro filhote =)


Quando a notícia me chegou via sms, a emoção foi tal que as lagrimitas lá escaparam envolvendo um sorriso de enorme felicidade, por ver que hoje o nosso grupo de amigos cresceu com o seu primeiro rebento - o bebé M. =)


Desejo-vos as maiores felicidades =)

Um grande beijinho recém-mamã*

C.

Viagem à minha adolescência...

Na minha adolescência, o papel e a caneta foram o meu refúgio...a porta aberta para os desabafos dos amores e desamores vividos então...
Hoje deixo-vos um excerto de uma história que escrevi com 14 anos, inspirada numa situação vivida por mim e pelos meus grandes amigos da altura...
"Mais de um século passou... Aqui reina a calma e a tranquilidade... Além, sentados à beira do rio do Paraíso, vive-se um amor imortal. Algo interrompido por mais de meia centena de anos. Tudo o que se pensava ser real, transformou-se em ludíbrio. Algo muito forte fez com que tal acontecesse...
Vagueio o espaço. Encontro uma pedra e sento-me nela. Relembro tudo o que vivi e concluo que afinal nunca soube o que foi a minha própria felicidade, pois ela nunca existiu. Abdiquei de todo o amor que senti por alguém e nunca pude dizer “sou feliz”. Mas sei bem dizer o que é a Amizade; consigo tê-la, hoje e aqui, presente na minha alma…"
Esta é dedicada a ti P.P. =) Um beijinho enorme*

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Um simples desabafo...

Hoje não venho com o intuito de escrever algo "bonitinho" que possam ler...

Venho apenas gritar, se assim se pode...


AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!


Sniff, sniff... :(



Pronto já está!

As minhas sinceras desculpas se hoje vos desaponto com este devaneio que podem intitular de ridículo...


Até à próxima!

C.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Chuva... (I)


Olá!


Não, não vos vou falar do estado do tempo...(apesar da chuvinha ter regressado...) LOL

Porque Chuva é também o título de uma das canções da minha vida... Conheci-a pela voz da grande Mariza e incitada pelos meus queridos Fisios, ousei "cantá-la" algumas vezes entre eles... ;) A pouco e pouco fui reparando na letra tão real e verdadeira e sentindo-a cada vez mais "minha", mais "nossa"...


"As coisas vulgares que há na vida não deixam saudade, só as lembranças que doem ou fazem sorrir"


...De facto apenas consigo sentir saudades do que realmente me marcou profundamente, do que me fez rir e, por vezes, do que me doeu e fez chorar... Sinto saudades de pessoas, de momentos, de momentos com essas pessoas, de pessoas que partiram desta vida, de pessoas que estão longe e não vejo há muito... Tenho saudades de ser criança, saudades dos joelhos esfolados no verão, saudades de brincar na rua até anoitecer, saudades de dizer à minha avó "Dá-me ideias porque eu não sei a que brincar...", saudades dos passeios aos domingos com os meus pais... Tenho saudades do meu 9ºano e daqueles amigos fantásticos que ainda hoje guardo, saudades daquela viagem à Figueira da Foz... Tenho saudades daquele 12ºano, de chegarmos atrasados às aulas de matemática porque ficavamos a ver os desenhos animados, saudades de correr com o meu amigo P.C. às 6h da manhã e do cheiro a chouriço (lol) que a mochila do meu amigo J.G. emanava antes de partirmos na viagem para o Porto... Tenho saudades das noitadas de trabalho e disparates em casa das minhas amigas A.F. e J.R. durante a faculdade, saudades das noites na DIM, saudades de me rir com a A.F. no metro depois de termos feito mais um disparate... Tenho saudades das conversas à beira-mar com o meu amigo F.S. ... Tenho saudades dos memoráveis jantares Fisio, saudades de cantar as nossas belas canções, saudades do espírito de união Fisio... Tenho saudades do meu Sítio Especial, saudades do cheiro do mar, saudades de sentir os pés molhados pela espuma das ondas... Tenho saudades de doentes/pacientes/utentes (esta é para ti J.O.) que marcaram a minha vida como profissional e como pessoa... Tenho saudades da minha Madrinha, de todos os momentos que passámos juntas, de todas as gargalhadas que demos juntas... Tenho saudades do meu avô, de lhe pedir que baixasse o rádio para as minhas bonecas dormirem... Tenho saudades de ter a família toda reunida...


Enfim...poderia estar aqui eternamente que iria sempre encontrar "lembranças que doem ou fazem sorrir" das quais eu tenho saudades...

E aqui está...é tanta a carga posta em cada verso da letra desta Chuva, que não se torna viável falar da mensagem de toda a letra num só post... Aguardem ;)


Deixo-vos a música: http://www.youtube.com/watch?v=OzrUs08-SWs , para mim a melhor versão ;)


Beijinhos.

C.


domingo, 11 de abril de 2010

As duas faces da mão de um Fisioterapeuta...


Em quatro anos de curso, uma das aulas que mais me marcou não só como Fisioterapeuta, mas essencialmente como pessoa, foi já no 4º ano, quando na aula sobre o tema "Cuidados Paliativos", a professora da cadeira nos levou um convidado... Digamos que um convidado muito especial, que conseguiu, através da sua palavra, do seu jeito, prender a atenção de todos os alunos presentes e cativá-los desde logo... Foi um momento bastante emotivo para todos...foi de facto um momento muito especial, que acredito que ninguém esquecerá...

Mas uma das coisas mais marcantes, aquela que guardei de imediato e que me acompanha desde então, foi a percepção com que fiquei das duas faces da nossa mão...pois até àquele dia nunca tinha pensado naquele simbolismo tão claro...

Quando falamos em Fisioterapia, fácil é associar as mãos ao nosso desempenho profissional, pois são elas a nosso fundamental instrumento de trabalho... Mas quando pensamos nisto, apenas associamos à "palma" da mão...pois é com ela que, de facto, tratamos os nossos pacientes... Contudo, o nosso convidado especial naquela aula conseguiu, com um certo simbolismo, mas não deixando de ser real, apelar-nos para que nunca nos esqueçamos da outra face da mão - o "dorso"...pois com este devemos acarinhar o nosso paciente...

Entendo isto como um simbolismo, pois não significa que a cada paciente que trate, lhe faça a chamada "festinha"...mas entendo que é meu dever, e de todos os que enveredaram por esta linda profissão, sabermos "usar a outra face" para acarinhar, apoiar quem temos ali à nossa frente... Quem está ali não é apenas o doente, o paciente, o utente...é acima de tudo a PESSOA, o Ser Humano!! E também nós, enquanto Fisioterapeutas, não nos conseguimos dissociar da pessoa que somos...

Penso que é importante reflectirmos sobre este aspecto da nossa profissão, pois se cada um de nós não se esquecer desta realidade, juntos faremos a diferença, pela saúde e pelo bem-estar de quem mais precisa...

Procuremos sempre fazer mais e melhor!!

Não esqueçamos então "a outra face da nossa mão"!

Saibamos utilizar bem as duas - a que trata e a que acarinha :)


Bem-haja a todos os Fisioterapeutas!
Beijinho especial a todos os Fisios da ESTESL 2005-2009!! ;)


C.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

A Minha Madrinha...

No dia em que percebi que algo de grave se poderia estar a passar, a minha vida mudou… Todos os minutos passaram a estar preenchidos pela angústia da incerteza e da espera pelo resultado do exame médico e pela cobardia de não conseguir alertar ninguém… E dentro de mim algo me fazia acreditar que nada de bom nos esperava nos próximos meses… Mas tentando ter alguma atitude positiva e tentando desviar o pensamento do que de pior pudesse acontecer, as notícias foram chegando a pouco e pouco e os resultados iam sendo sempre os piores… E agora? Que fazer? Terei eu força para aguentar tudo isto? E ela, a minha Madrinha, terá ela força?
Felizmente que, da parte de quem mais sofria, fomos sempre tendo um sorriso, o sorriso de sempre, a boa disposição… Até ao dia em que a vi no pior estado… Ainda hoje não sei de onde me chegou tanta força para a ver sofrer assim… E naquele dia, apenas um pensamento: “Quantas mais vezes terei eu de te ver assim? Que posso eu fazer para te aliviar este sofrimento?” O desespero instala-se… O sentimento de impotência por não conseguir fazer nada, por não conseguir ajudar em nada… Dói… E quando estas crises estavam mais atenuadas, eis que chega mais uma notícia… O primeiro dia de quimioterapia aproximava-se e com ele um novo estado de indisposição, impaciência… E eu, por onde andava? Ocupada com o outro lado da minha vida – a escola, o curso... Sentia-me distante dia para dia... As sessões de quimio e radioterapia eram sucessivas, ela decaía dia para dia e eu não suportava mais ver tanto sofrimento... Tentava mostrar o sorriso à frente dela, mas o coração ficava apertado quando ela me olhava como que a pedir respostas para todas as dúvidas que lhe enchiam o pensamento... Sei que procurava em mim alguma resposta, mas por muito que tentasse dizer-lhe "Madrinha, és forte, não desistas agora..." eu sabia que era grave, muito grave... Sofria para mim, desabafava com amigos, fugia das perguntas da família... Tantas viagens fizemos sozinhas até ao hospital com as vozes embargadas, sem conseguir balbuciar uma única palavra uma à outra...
Depois de passada a primeira fase dos tratamentos, vimo-la renascer! Voltava a fazer coisas que há largos meses não fazia... Vimo-la com mais força ainda! Vimos de novo aquele sorriso sem esforço, aquela vontade sem par de dizer os habituais "disparates" que só ela tinha jeito para dizer... Não a consegui ter ao meu lado num dos dias mais marcantes da minha vida, na benção das pastas, mas consegui tê-la ao meu lado, bem disposta a comemorar no dia seguinte... Mas...durou pouco...
No Verão, novo internamento...mais prolongado... Nunca vou esquecer o meu dia de anos, em que ela olhou para mim naquela cama de hospital e chorou... Nesse dia não consegui conter-me... Ambas sabíamos a forte ligação que tínhamos uma com a outra e aquela mão que me apertava e aquelas lágrimas que percorríam aquele rosto magro diziam tudo... Dias depois, voltava para casa... Mas seguiram-se mais dois meses de sofrimento... Nada resultava... Todos os tratamentos eram em vão...
E quando eu não esperava, um novo internamento...este sem regresso a casa...
Foi vencida pela doença... Deus levou-a de nós...da sua família, dos seus muitos amigos... No dia da partida, o que me sossegou foi pensar que tinha ganho uma estrela no céu, que me irá guiar para sempre e está sempre comigo e com todos os que a amam... Mas os dias passam, os meses passam...e a ausência é cada vez maior, a saudade aumenta dia para dia... O primeiro Natal, a primeira Páscoa sem aquele sorriso lindo, sem aquela boa disposição natural, sem aqueles mimos...
Sei que não ligavas a estas coisas, mas se ontem criei este blogue, foi porque senti a necessidade de me exprimir escrevendo... É uma forma de desabafo que aqui fica partilhado...
Sem ti Madrinha, as nossas vidas mudaram... Sentimos muito a saudade de te ter connosco... Onde quer que estejas, não deixes de mostrar o teu sorriso lindo e de dizer aquelas coisas que só tu sabias dizer com aquela graça que te caracterizava...
Até Sempre Madrinha...
C.

domingo, 4 de abril de 2010

OLÁ!

Olá!
Neste primeiro post, vou ficar-me apenas pela explicação do título do blogue... Foi a primeira coisa que me veio à cabeça, mas tem o seu fundamento...
No final do curso, na noite de despedida do meu grupo de trabalho, a minha grande amiga A. definiu-me como "o riso e a lágrima lado a lado"...e acho que isto diz tudo sobre mim, sobre a minha personalidade, pois quem me conhece sabe bem que sou de lágrima muito fácil, muito emotiva, mas sou também alguém cuja gargalhada se torna tão sonante ao ponto de se tornar "irritante" por vezes :p
Aqui fica a breve explicação..."Lágrima e sorriso"...sou eu...

Até breve!